Texto 8: Mário Maestri

 O texto de Mario Maestri, falando mais precisamente sobre o capítulo 9 "O mais delicioso prato tupinambá", se trata sobre o ato de canibalismo dos povos tupis, na época da conquista portuguesa, onde navegadores têm diferentes pontos de vista sobre o porquê deles comerem a carne humana. 

No texto também se tem relatos de como ficaram espantados ao ver membros humanos pelas aldeias, pedaços de cadáveres armazenados e prisioneiros aguardando o destino de serem servidos em banquetes. Eles nunca haviam visto algo assim cara a cara, somente na literatura e em falados rituais de magia.

"Estarrecido e horrorizado, Américo Vespúcio escreveu sobre sua visita, em 1501-2, a uma aldeia tupinambá: “[...] vi pelas casas a humana carne temperada e às traves suspensa, como entre nós é usança o toucinho atar e a carne de porco”. (VESPÚCIO, 1984: 94.)"

Disseram também que se via mingau sendo preparado com "gordura” dos sacrificados, e que se aproveitava tudo, comiam até os dedos, as tripas, pulmão, etc dessas pessoas.

Uns relataram que o motivo seria por plena maldade ou somente prazer, e outros que certamente devem ter procurado saber e entender melhor a cultura deles, descobriram que eles faziam isto por suas crenças, um ritual religioso, não somente por simplesmente comer. Os tupis acreditavam que ao comer a carne humana adquiririam o poder, as habilidades e qualidades desses prisioneiros, e cabe dizer que eles só comiam a carne de bons guerreiros, pessoas que achavam relevantes e bons adversários.

No texto também fala sobre uma lenda que poderia ter sido o ponto de origem deste costume deles. Essa lenda foi registrada por Antônio Pigafetta que durante a primeira viagem ao redor do mundo (1519-22) visitou a Baía de Guanaraba e então a ouviu. A lenda se trata de uma velhinha que tinha somente um filho, e ele foi morto por inimigos. E um tempo depois o mesmo foi feito prisioneiro, e foi levado até ela. A velhinha estava com tanta raiva mas tanta, e se vingou de jeito, o abocanhou e o destroçou as costas. (PIGAFETTA, 1985: 58.)

Bom, esse texto e capítulo foram o que escolhi para debater na sala, porque me interesso muito sobre assuntos sobre os povos indígenas, por terem sido o povo que estava aqui, que já era dessa terra, e que tem diversos saberes interessantes em sua cultura. São um povo que resiste. Sobreviveram ao genocídio/epstemicídio mas que passam ainda tempos difíceis ao reivindicar seus direitos, mas permanecem de pé, e deveriam receber muito mais apoio e atenção do restante da população.

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