Texto 5: “Notícia atual da literatura brasileira: instinto de nacionalidade”, Machado de Assis
Nesse texto de Machado de Assis, que é como um jornal informativo, ele escreve sobre seu ponto de vista de como estava a literatura brasileira naquela época, e esse é um ensaio de 1873. Nele, se questiona se o Brasil realmente possui o necessário para ser ter uma nacionalidade literária.
Nossos costumes, desde antes dos portugueses, já serviam de ferramentas para o imaginário. Mas uma opinião continuava a crescer: obras nacionais eram aquelas que tratavam assuntos nacionais. Mas deveriam fazer isso, de forma natural, e não da maneira desenfreada e meio fantasiosa que estava tendo na época, que é o que Machado de Assis critica bastante em sua Notícia.
E a notícia é um pouco separada, digamos que por assuntos. Ele fala sobre o romance, a poesia e o teatro.
Sobre o romance:
A forma de escrita mais valorizada no Brasil era o romance. Nessa escola literária não se produziam textos filosóficos, críticos e muito menos políticos. O romance trás a tona o local, dá vida a ruas brasileiras, com cada uma única do seu modo. Cidades do interior trazem bem mais aspectos do Brasil do que as grandes cidades altamente influenciadas pela Europa. Essas obras fazem bom uso da imaginação, não interessadas em problemas sociais ou filosóficos. O apreço pela natureza e à observação são fatores bem evidentes.
Sobre a poesia:
Assim como o romance, a poesia também quer algo mais local e não apenas referências.
Sobre o teatro:
Segundo Machado de Assis, "Não há atualmente teatro brasileiro [...] As cenas teatrais deste país viveram sempre de traduções". Se critica a falta de obras realmente autorais brasileiras, que com o passar do tempo estavam a zero. Também se fala do uso excessivo de influências da língua francesa, e a falta da pureza da nossa linguagem.
No final, a crítica dele seria sobre que a influência externa tem um limite e cabe ao escritor ultrapassar e criar um estilo próprio. Mas ele acaba a notícia dizendo que apesar de alguns contras, a literatura brasileira teria um bom futuro pela frente.
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